Com o ‘cheiro’ de pessimismo no ar, e uma pequena ‘brisa’ de FMI , o nosso país vai andando de bolsos rotos, deixando cair todas as moedas e notas, sem olha para trás, como se muito tivesse! Com ar cabisbaixo, lá anda, pensando nos demónios criados por governantes e instituições públicas, que os alimentam diariamente com a ajuda do povo, coração deste triste ‘vagabundo’ que deambula nas ruas da amargura…
O coração bate lentamente, sem perceber o que se passa! Critica, grita pelas ruas e faz ouvir a sua voz, mas não sabe muito bem o que quer , não se preocupa com as decisões e decisores do seu país, não quer saber o que é cidadania nem produtividade…é um coração egoísta, que só pensa no seu bem-estar como individuo sem pensar um pouco naqueles que o rodeia. Este coração está doente, com graves problemas de participação e de perceber o que se passa no seu país, infelizmente esta doença não é de agora, não é dos jovens, vem do tempo em que os cravos estavam na moda, onde se gritava liberdade. É uma doença crónica, graças à educação com graves falhas, onde ‘liberdade’ foi palavra de ordem...ninguém explicou o que vinha depois, o que tinha de ser feito. Ninguém falou dos deveres e das suas obrigações, só se falou em direitos! Sem deveres não existe o direito
Coração doente! Felizmente há uma cura, e essa cura está nele...É como no amor, aprendemos com os problemas, desilusões e com a raiva. Será que é desta que aprendemos?
“O primeiro dos nossos deveres é pôr a descoberto a nossa ideia do dever”
Maurice Maeterlinck
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