domingo, 6 de fevereiro de 2011

Círculo



“ Quero fazer parte daquele cardume.” – Dizia um dos peixes que andava na maré lenta do oceano sujo e encardido. Fria e salgada é a água, pouco transparente, era assim o sítio onde vagueavam todos os dias, em grupo, comandados por aqueles que nada sabem e tudo falam.

A cegueira era algo que partilhavam. Seguiam nas correntes, sem olhar o que verdadeiramente se passava no pensamento pesado da água ‘prensada’ que os rodeava…era tão forte o peso, era tão dura, servia de incubadora para peixes com necessidades sociais insaciáveis, tudo para serem reconhecidos sem nada ter feito. É uma imagem imaculada que serve de baluarte para falsas atitudes e comportamentos, com enganos medrosos, cheios de serpentinas que se prolongam até o inimaginável mundo da farsa, que leva o mediatismo insonso e sem estrutura real para tal apanágio.

Para onde balança este grupo de ‘invertebrados do pensamento’?

O querer ser só para agradar, a fama e o ser conhecido não serve de nada…só serve para alimentar um ego cheio de mentiras e criações que enchem um saco preenchido de fragilidades.

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