sábado, 27 de dezembro de 2008

O passado é a única realidade humana. Tudo o que é já foi.
Anatole France



Esqueci, não foi agora, mas só agora notei. Passou o tempo e tudo foi levado pelo vento, que serviu de remédio para a perda parcial de um sentimento que estava preso com grades de titânio, que pareciam inquebráveis. Passou tanto tempo, e olho para trás e tudo foi tão fugaz e eu nem me apercebi. Foram temporadas tenebrosa, onde o coração esteve suspenso à espera de palavras para entender tal afronta, que veio trazer um amargura sem precedentes.

Um caminho foi lavrado com o arado da esperança, com a caneta da saudade e o sonho da realidade, que estava em mim quase todos os dias, horas, minutos e segundos de aflição e alegria. Foi uma luta sem igual, por vezes parecia derrotado por algo que não sentia como acabado, mas passava os dias e eu ja nem sentia. Criei o gelo; foi necessário, após inúmeras tempestades veio frio que permaneceu durante uma longa temporada difícil onde montanhas ficaram cobertas de sentimentos pausados e sentidos congelados, já que não se vivia, mas sim hibernava-se acordado. Foram tempos estranhos, a neve e o frio cobriam o pensamento, palavras e actos...tudo acontecia mas nada sentia.

A caminhada foi longa e o tempo também, mas o fruto está perto, ou menos distante.... Consegui, estou sem amarras, sem correntes, sem gelo... Consegui chegar a um destino que serve de ponto de partida para uma nova cruzada...Se isto tudo não tivesse acontecido, possivelmente não teria esta nova caminhada, sem ventos e tempestades(espero).

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

É Natal

"...
Meu pensamento é profundo,
Estou só e sonho saudade.
..."

Fernando Pessoa - Natal

Gosto muito de ver a interactividade e as emoções do espírito natalício na nossa sociedade, sério, tem imensa graça ver a alegria que se vive, o corre corre para comprar as prendas, as caras felizes etc... No entanto sei que isto é tudo muito bonito, mas são sentimentos que por vezes não são sentidos como deveriam ser, existem falsos moralismos e comportamentos adaptados para uma ocasião especial.

Não quero ser mal entendido, sei que há pessoas que vivem o Natal intensamente,sentido-o com o coração, mas há outras que só sabem viver o natal uma vez por ano esquecendo o ditado " O Natal é quando o homem quiser" (eu agora já percebi porque existe). As pessoas pedem desculpas, andam felizes, dão sorrisos e estão prestáveis, vão a igreja e ajudam aqueles que mais precisam e no fim do natal pensam que agiram correctamente. Um falso moralismo é criado em redor do Natal, vivendo para o momento, sendo aquilo que não são. Porque não são assim durante o ano inteiro? Porque não damos um sorriso quase todos os dias do ano?(não digo todos os dias, mas sejamos capazes de ser simpáticos).

Porque somos tão boas pessoas só no Natal(?) quando podemos ser durante um ano inteiro? Vamos deixar de ser falsos numa altura em que se pede sinceridade e coração aberto, vamos deixar de ser os bons samaritanos do natal, para ser os bons samaritanos do dia-a-dia.

Isto é uma crítica para a sociedade que só sabe estar feliz em alturas como estas, e ainda bem, é o progresso e esperança, para que um dia tudo possa ser um bocadinho melhor.

Vou ser sincero, já não sinto o Natal, mas tento dar o meu melhor no dia-a-dia nem que seja com um sorriso. Eu estou triste, nem sei bem porque...é o Natal

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Não será na Páscoa ???

Porque as pessoas aproveitam a época natalícia para redimirem-se dos seus "pecados"?

Mais um dia

Que falta sinto....uma verdade!! (Porque agora?)

"My hands are cold
And I'm on my knees
Looking for the answer
Are we human
Or are we dancer"

The Killers - Human

p.s. - estas ultimas três semanas têm sido uma loucura, não há tempo para nada. (mas é bastante positivo o ritmo)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Upss

Hoje foi um dia muito estranho... mas foi positivo :)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O depois ( uma semana intensa)

Quebrei o gelo num frio intenso, sentido diariamente num sítio em que o tempo era escasso e o subliminar estava presente em todas as frases, acções e conversas. Foi um processo curto, mas longo em palavras e extenso em sentimentos. Uma semana cheia de movimentos e sensações fortes, carregadas de significados, com palavras fortes e personagens insubstituíveis, que nos mostravam realidades distintas, verdades universais e experiências de uma vida.
Senti-me tão solto, e ao mesmo tempo vulnerável ao mostrar o que há cá dentro, o que sinto e o que penso. Foi uma semana onde reflectir era o modo, instrumento de sabedoria popular mas ao mesmo tempo de grande eficácia, já que serviu para perceber realidades vividas, relações intimistas e sonhos por concretizar. O sentimento e sensibilidade viviam junto à pele, como uma camada sensível que estava sempre presente, sentindo palavras, acções, tudo através do simples toque, abraços, carinhos ou mesmo pelo silêncio que se sentia em noites de trabalho.
Este processo fez me sentir, viver, admirar...mas na verdade fez-me ver que estive algum tempo dentro de um cubo, que eu mesmo criei e descongelei, no frio.
Voltei a ser quem era, não o tinha deixado de ser, mas, andava a proteger-me para não cair novamente.

Foram todos importantes no processo interior que foi vivido por mim e por vocês...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Azul (*)

A imensidão azul que te protege,

Agarra com força, te prende e solta de coisas passadas

Fechadas, acabadas e situadas

Sobre o signo da felicidade, da mudança e da vontade


Foram fronteiras azul carmim

Esperadas por dias, horas e segundos de harmonia

Como uma chama vermelha pintada de verde

Que queima e não arde, mas cresce e floresce.


Asas violeta focam o objectivo

De um caminho longo, frio e sentido

Com valores de boas temperanças

Vêem o futuro como uma enorme bonança


Foram caminhos descobertos, num sítio deserto

Vincado de personalidade

De vontade, sonhos e necessidades de alguém

Que sente uma grande vontade, de descobrir o incerto



*(escrito sobrevoando o oceano Atlântico)

Grande Florbela

Em homenagem a grande poetisa... No seu dia de aniversário

"1894: A 8 de Dezembro, nasce Florbela Espanca em Vila Viçosa."



A luz desmaia num fulgor d’aurora,
Diz-nos adeus religiosamente…
E eu que não creio em nada, sou mais crente
Do que em menina, um dia, o fui… outrora…

Não sei o que em mim ri, o que em mim chora,
Tenho bênçãos de amor pra toda a gente!
E a minha alma, sombria e penitente
Soluça no infinito desta hora!

Horas tristes que vão ao meu rosário…
Ó minha cruz de tão pesado lenho!
Ó meu áspero e intérmino Calvário!

E a esta hora tudo em mim revive:
Saudades de saudades que não tenho…
Sonhos que são os sonhos dos que eu tive…

Anoitecer - Florbela Espanca


Celebra-se hoje o seu 114º aniversário....

sábado, 6 de dezembro de 2008

The last day.....

Emoções ao rubro.... Nunca me senti assim na vida.

Castelo Branco irá ficar na memória...

@preparativos para a festa de despedida da primeira Escola de Formação Juvenil do Conselho Nacional de Juventude 2008

p.s - tenho tanto para escrever...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Ufaaaa :)

conversas, reflexões, pessoas, conversas, non sense, sentimentos estranhos, sms's fantásticas, pessoas giras, parecido com o passado, pessoas novamente, kiss killer, uiiii, trabalho...muitooooo

@Formação de Formadores em Educação Não Formal - CNJ
Castelo Branco


há muito para dizer...